A história completa
A sala de velório estava fria, iluminada só por uma luminária de pé que jogava uma luz dura de lado. Paredes de madeira escura, piso claro de pedra e, no meio de tudo, o caixão bordô de alças prateadas, em cima do carrinho cromado.
Ler a história completa Recolher a história 4 min de leitura
Dentro dele, Larissa. Vestido claro, cabelo preto preso para trás, mãos cruzadas sobre a barriga, olhos fechados no cetim branco.
Marcos estava curvado sobre ela, com a mão na testa da noiva, chorando como quem não sabe mais respirar. Atrás dele, a um passo, Dona Vera. Tailleur preto, colar de pérolas, cabelo impecável. Era a única naquela sala que não tinha derramado uma lágrima.
— Marcos, chega. Tá na hora.
Seu Aldo, o funcionário da funerária, soltou a trava do carrinho.
— Vamos dar andamento.
O caixão começou a andar em direção à porta. E foi aí que Marcos viu: uma lágrima escorrendo do olho fechado de Larissa, descendo devagar pelo rosto dela.
— Para tudo! Ela tá viva!
— Ela morreu, Marcos! Acabou!
Ele virou para a mãe, com o rosto molhado e a voz quebrada.
— Então por que chorou, mãe?
Dona Vera congelou. A mão parada no ar. O rosto de quem foi pega.
A explicação que ela não tinha
Marcos girou o corpo e encarou a mãe. Ela continuava ali, no fundo da sala, imóvel, como se qualquer movimento fosse entregar alguma coisa.
— Explica essa lágrima agora, mãe. Explica!
Dona Vera abriu a boca, mas nada saiu.
Quem se mexeu foi Seu Aldo. Ele tinha recebido aquele corpo com atestado assinado, papel em ordem, tudo dentro do protocolo. Mas protocolo nenhum fala de defunto que chora. Ele travou o carrinho com o pé e já estava com o celular no ouvido.
— Carrinho travado. A ambulância já tá vindo.
Marcos voltou para o caixão. Segurou o rosto da noiva com as duas mãos. E então, devagar, os cílios longos de Larissa tremeram. Os olhos dela se abriram.
Ela olhou para ele. A voz saiu fraca, arranhada, quase um sopro. Mas saiu.
— Marcos… foi o chá da sua mãe.
O silêncio que veio depois pesou mais que o caixão.
Dona Vera deu um passo para trás. A pose, o queixo erguido, a calma de quem manda em tudo, foi tudo desmanchando de uma vez. Encurralada pela palavra da própria nora, ela gritou:
— Eu só queria parar esse casamento!
Marcos se levantou devagar. Os olhos ainda molhados, mas agora com outra coisa dentro deles. Ele olhou para a mulher que o criou como se nunca a tivesse visto antes.
— Cê ia enterrar ela viva, mãe.
Dona Vera não respondeu. Ficou parada, calada, do lado de fora de tudo.
Ela ouviu cada palavra
A Larissa chorou porque estava ouvindo tudo. Cada palavra.
Presa no próprio corpo, sem conseguir mexer um dedo, ela ouviu a sogra mandar o filho embora. Ouviu o Marcos chorar em cima dela sem poder responder. E ouviu o carrinho começar a andar, levando ela para a porta, para o carro, para debaixo da terra.
Não tinha grito. Não tinha força. Só sobrou uma lágrima. E foi ela que salvou a vida da Larissa.
Morta desde o noivado
Para a Dona Vera, aquela moça estava morta desde o dia do noivado.
Moça humilde, sem sobrenome, que nunca ia sentar à mesa dela. O filho, na cabeça dela, merecia coisa melhor. Alguém da família certa, do bairro certo, com o sobrenome certo. Não a Larissa, com o sorriso simples e as mãos de quem sempre trabalhou.
A Dona Vera nunca disse isso em voz alta. Sorria nos almoços de domingo, elogiava o vestido, perguntava dos preparativos. Mas por dentro já tinha decidido que aquele casamento não ia acontecer.
O chá da véspera
Na véspera do casamento, ela levou um chá para a nora. Com sorriso no rosto, toda carinhosa. Disse que era para acalmar os nervos, que toda noiva fica ansiosa.
Só que lá dentro tinha um remédio forte o bastante para apagar a respiração quase toda. O coração da Larissa ficou tão fraco, tão devagar, que qualquer um juraria que ela tinha partido.
Um médico amigo da família assinou o atestado sem pensar duas vezes. E a Dona Vera recusou o preparo do corpo, dizendo que era para poupar todo mundo da dor. Marcou um velório de duas horas, de noite, só com a família. Tudo rápido, tudo quietinho.
Ela pensou em tudo. Só não contava com uma lágrima.
O que aconteceu depois
Naquela noite, a ambulância levou a Larissa. E a polícia levou a Dona Vera, que saiu da funerária de cabeça baixa, sem olhar para o filho.
O médico perdeu o registro e nunca mais assinou atestado nenhum na vida.
Meses depois, a Larissa casou com o Marcos. De vestido branco, na igreja do bairro, viva. Na primeira fila, a cadeira da sogra ficou vazia.
A Dona Vera gritou que ela morreu, que acabou. E acabou mesmo. Só que para ela, que hoje espera o julgamento sozinha.
A lição
Quem tem pressa em enterrar, tem alguma coisa para esconder.
E você, perdoaria uma mãe que fez isso por “amor ao filho”? E se o Marcos tivesse saído quando ela mandou, o que teria acontecido com a Larissa? Conta aqui nos comentários.
Quando o perigo vem de dentro da família
Na história, a ameaça não veio de um estranho. Veio da sogra, com um sorriso no rosto. Na vida real, a lei protege quem passa por isso.
Dar remédio ou veneno escondido é crime grave
Colocar substância no chá ou na comida de alguém para fazer mal é crime. Pelo Código Penal, matar com uso de veneno é homicídio qualificado. Mesmo quando a vítima sobrevive, a pessoa pode responder por tentativa.
Atestado falso também é crime
O Código Penal (artigo 302) trata como crime o médico dar atestado falso no exercício da profissão. Além disso, ele pode ser denunciado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado, que pode cassar o registro.
Onde pedir ajuda e denunciar
Em perigo agora, ligue 190, a Polícia Militar. Para registrar o caso, procure uma delegacia. Mulheres vítimas de violência podem ligar para o 180, a Central de Atendimento à Mulher. A ligação é gratuita e funciona o dia todo.
Depois do susto, cuide da recuperação
Uma intoxicação pode deixar a pessoa sem poder trabalhar por um tempo. Quem contribui para o INSS e fica afastado por doença pode ter direito ao auxílio. Veja quem tem direito ao auxílio-doença e como dar entrada no auxílio-doença.
Aplicativos para assistir novelas no celular
Se você gostou de A Noiva da Lágrima, dá para acompanhar novelas completas e novelas curtas direto no celular. Veja os aplicativos de novela mais usados no Brasil e o que cada um oferece antes de baixar.
Apps das emissoras de TV
- Globoplay: o aplicativo da Globo reúne as novelas que estão no ar e um acervo de novelas antigas. Parte do conteúdo é liberada com um cadastro gratuito; o catálogo completo exige assinatura.
- PlayPlus: o app da Record, com as novelas da emissora, incluindo as bíblicas. Tem conteúdo gratuito e planos pagos.
- +SBT: o aplicativo de streaming do SBT, com novelas e programas da emissora.
- Band Play: o app da Band, com a programação da emissora e novelas exibidas no canal.
Apps de novelas curtas e minisséries verticais
Histórias como A Noiva da Lágrima, com capítulos curtos gravados para a tela do celular, fazem sucesso em aplicativos de novela curta, como ReelShort, DramaBox, ShortMax e GoodShort. Os apps são gratuitos para baixar, e os episódios são liberados com moedas, assinatura ou assistindo a anúncios. Muitas séries têm versão dublada ou legendada em português.
Streaming por assinatura
Netflix e Prime Video têm novelas brasileiras, mexicanas, turcas e coreanas (os doramas). Os dois permitem baixar episódios no Wi-Fi para assistir depois sem usar o plano de dados.
Dicas para ver novela no celular sem gastar muito
- Baixe os aplicativos só pela Play Store ou pela App Store.
- Desconfie de apps que prometem novela paga de graça: costumam ser pirataria e podem roubar dados do celular.
- Se não estiver no Wi-Fi, diminua a qualidade do vídeo nas configurações do app para gastar menos internet.
Perguntas frequentes
Qual o melhor aplicativo para ver novela grátis?
Os apps das emissoras, como Globoplay, PlayPlus, +SBT e Band Play, liberam parte das novelas sem pagar. Nos aplicativos de novela curta, os primeiros episódios costumam ser gratuitos.
Dá para assistir novela no celular sem internet?
Sim, nos aplicativos que permitem baixar episódios, como Netflix, Prime Video e Globoplay para assinantes. Baixe no Wi-Fi e assista depois, mesmo sem sinal.
Onde assistir A Noiva da Lágrima?
Aqui mesmo, no Portal Beneficio. As novas partes são publicadas na editoria Novelas, com o vídeo e o resumo da história.
Esta é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e os vídeos foram criados com inteligência artificial.