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A Velha do Poraquê – Parte 2: o apresentador riu, mas teve que tirar o chapéu

Parte 2 de 2 Vídeo de 2:02

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Numa festa de peão no Pará, dois homens fortes levam choque de um poraquê e caem na terra. Quando uma senhora de 72 anos se oferece para tirar o pote de dinheiro, o apresentador cai na gargalhada.

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A história completa

Era fim de tarde numa festa de peão no interior do Pará. O sol caía de lado sobre o terreiro de terra batida, dourando os chapéus da multidão que se apertava em volta de uma mesa de madeira. No meio da mesa, uma caixa de plástico transparente cheia d’água. Lá dentro, um poraquê escuro nadava devagar em volta de um potinho lacrado, estufado de dinheiro.

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A regra era simples: quem enfiasse a mão e tirasse o pote, levava tudo.

O apresentador se chamava Valdir. Chapéu preto, camisa preta, bigodão cheio e uma fivela prateada que brilhava quando ele abria os braços para a plateia. Já tinha visto dois homens fortes tentarem.

O primeiro foi o Edson, de camisa xadrez. Enfiou a mão na água, o corpo todo tremeu de uma vez e ele voou para trás, caindo sentado na terra. A multidão gritou. Depois veio o Rogério, de camisa polo verde-água, estufando o peito.

— Agora deixa comigo — disse ele.

Durou menos que o outro. O choque o largou de joelhos no chão, de mão na barriga, sem fôlego para rir da própria vergonha.

Valdir andou de um lado para o outro, se divertindo.

— Mais um que não conseguiu, minha gente! — Ele levantou o chapéu para o povo. — Quem tirar o dinheiro leva tudo. Mais alguém?

Foi aí que uma voz fininha saiu lá do meio da gente.

— Eu vou tentar, moço.

A multidão abriu caminho. E quem apareceu foi uma senhora miúda, de uns setenta e poucos anos, cabelo branco preso num coque, blusa creme de botões e saia marrom. Dona Benedita. Mãos magras, costas um pouco curvadas, o olhar calmo de quem já viu de tudo na vida.

Valdir olhou para ela e caiu na gargalhada. Olhou para a plateia como quem pede plateia para rir junto.

— Dois homens fortes caíram. E a vovó acha que aguenta?

Alguns riram. Dona Benedita não se abalou. Chegou perto da mesa, olhou a água, olhou o bicho nadando mole lá dentro, e respondeu sem levantar a voz.

— Força não é tudo, meu filho.

Ela pousou a mão aberta por cima da água, sem pressa. Virou o rosto para a câmera do rapaz que filmava e disse, com um meio sorriso:

— Quer ver essa velha tirar o dinheiro? Olha o primeiro comentário.

O que ninguém naquele terreiro sabia

A mão de Dona Benedita desceu na água devagar, firme, sem um tremor. A multidão prendeu a respiração. E então ela subiu de novo — com o pote de dinheiro lacrado na palma.

Nada. Nem um susto, nem um arranco para trás. Só a mão de uma senhora segurando o prêmio no ar.

Valdir deu um passo atrás e abriu os braços, sem acreditar no que via.

— Não é possível! A senhora nem tremeu!

Dona Benedita colocou o pote em cima da mesa e enxugou a mão na saia, como quem acaba de lavar uma louça qualquer.

— Cresci pescando no rio, moço. Poraquê cansa.

Ela olhou para o Edson e para o Rogério, ainda caídos na terra, e depois de volta para o apresentador.

— Os dois homens fortes caíram. A velha aqui, não.

O terreiro inteiro ficou em silêncio. Valdir olhou para o pote, olhou para a senhora miúda, e não teve mais o que dizer. Tirou o chapéu preto da cabeça, num gesto lento, meio sem graça.

— Palavra é palavra. O dinheiro é da senhora.

Mas Dona Benedita não guardou o pote na bolsa. Abriu o lacre ali mesmo, contou o dinheiro, e separou três montes. Chamou os dois homens que tinham caído e estendeu a mão para eles.

— Toma. Vocês dois cansaram o bicho pra mim.

Edson e Rogério, ainda sem entender direito, pegaram o dinheiro de mão trêmula. Dona Benedita virou-se para a câmera uma última vez, serena como quem sempre soube daquilo.

— Força não é tudo, moço. Quem sabe, sabe esperar.

Por que ela não tremeu

Dona Benedita nasceu na beira do rio, lá no fundo do interior do Pará. Cresceu menina dentro d’água, pescando com o pai desde que teve tamanho para segurar um remo. E foi no rio que ela aprendeu uma coisa que nenhum homem forte daquele terreiro sabia.

O poraquê dá choque de doer, mas cansa.

Solta o primeiro e a pessoa voa para trás. Solta o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto — e o bicho vai ficando mole, sem força nenhuma lá dentro. Quem conhece o rio sabe esperar. Quem não conhece, enfia a mão na hora errada e cai na terra.

Benedita não foi àquela festa para ganhar aposta nenhuma. Ela foi vender farinha. Tinha enchido os sacos de madrugada e carregado tudo na esperança de juntar um dinheirinho, porque o telhado da casa dela estava quase caindo e a chuva já entrava no quarto.

Quando ela viu o primeiro homem cair, entendeu na mesma hora o que estava acontecendo. Cada um que enfiava a mão, mais cansado o poraquê ficava. Por isso ela ficou quietinha no meio do povo, só olhando, esperando a hora certa. Não por medo. Por sabedoria de quem passou a vida inteira lendo a água.

Quando a velha finalmente pôs a mão na caixa, o bicho já tinha gastado quase toda a força nos dois fortes. Ela nem precisou de coragem. Precisou de paciência.

O Valdir riu da vovó na frente de todo mundo. No fim, foi ele quem tirou o chapéu e entregou o dinheiro. E ela ainda dividiu tudo com o Edson e o Rogério, os dois que caíram — porque, do jeito dela, foram eles que abriram o caminho.

Força não é tudo. Quem sabe da vida, sabe esperar a hora certa — e quase sempre é a pessoa que todo mundo subestimou que leva o prêmio pra casa.

E você? Teria coragem de pôr a mão naquela água? Conhece alguém que todo mundo subestimou assim? Conta aqui nos comentários.

O saber de quem viveu da pesca e da terra

Dona Benedita venceu porque cresceu lendo o rio: sabia que o poraquê dá choque forte, mas cansa depois de várias descargas. Esse conhecimento de quem trabalha na pesca e na roça também dá direitos que muita gente nem imagina.

Pescador e agricultor familiar têm aposentadoria

Quem vive da pesca artesanal ou da agricultura familiar pode ser enquadrado pelo INSS como segurado especial. Isso garante direito à aposentadoria por idade mesmo sem recolher contribuição todo mês, bastando comprovar o tempo de atividade.

A idade é menor para quem trabalha no campo e na água

Na aposentadoria por idade do segurado especial, a mulher pode se aposentar aos 55 anos e o homem aos 60, desde que comprove, em regra, 15 anos de atividade rural ou pesqueira. É uma idade menor do que a dos trabalhadores da cidade.

Guarde os documentos da atividade

Notas de venda da produção, registro de pescador profissional, declaração do sindicato e documentos da colônia de pescadores ajudam a provar o tempo de trabalho. Quem não guarda nada tem muito mais dificuldade na hora de pedir o benefício.

Quando a renda é baixa e não dá para comprovar

Se não for possível comprovar o tempo de atividade e a renda da família for baixa, a pessoa idosa ainda pode buscar o BPC. Veja como dar entrada no LOAS para entender o caminho.

Aplicativos para assistir novelas no celular

Se você gostou de A Velha do Poraquê, dá para acompanhar novelas completas e novelas curtas direto no celular. Veja os aplicativos de novela mais usados no Brasil e o que cada um oferece antes de baixar.

Apps das emissoras de TV

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  • PlayPlus: o app da Record, com as novelas da emissora, incluindo as bíblicas. Tem conteúdo gratuito e planos pagos.
  • +SBT: o aplicativo de streaming do SBT, com novelas e programas da emissora.
  • Band Play: o app da Band, com a programação da emissora e novelas exibidas no canal.

Apps de novelas curtas e minisséries verticais

Histórias como A Velha do Poraquê, com capítulos curtos gravados para a tela do celular, fazem sucesso em aplicativos de novela curta, como ReelShort, DramaBox, ShortMax e GoodShort. Os apps são gratuitos para baixar, e os episódios são liberados com moedas, assinatura ou assistindo a anúncios. Muitas séries têm versão dublada ou legendada em português.

Streaming por assinatura

Netflix e Prime Video têm novelas brasileiras, mexicanas, turcas e coreanas (os doramas). Os dois permitem baixar episódios no Wi-Fi para assistir depois sem usar o plano de dados.

Dicas para ver novela no celular sem gastar muito

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Perguntas frequentes

Qual o melhor aplicativo para ver novela grátis?

Os apps das emissoras, como Globoplay, PlayPlus, +SBT e Band Play, liberam parte das novelas sem pagar. Nos aplicativos de novela curta, os primeiros episódios costumam ser gratuitos.

Dá para assistir novela no celular sem internet?

Sim, nos aplicativos que permitem baixar episódios, como Netflix, Prime Video e Globoplay para assinantes. Baixe no Wi-Fi e assista depois, mesmo sem sinal.

Onde assistir A Velha do Poraquê?

Aqui mesmo, no Portal Beneficio. As novas partes são publicadas na editoria Novelas, com o vídeo e o resumo da história.

Esta é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e os vídeos foram criados com inteligência artificial.