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Comandante de Mochila: a história completa (Partes 1 e 2)

Parte 2 de 2 Vídeo de 2:48

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Um empresário manda uma mulher de mochila para o fundo do avião e ri dela na frente de todo mundo. Dez minutos depois, descobre quem vai pilotar o voo até Lisboa.

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A história completa

Parte 1: a mochila na classe executiva

O voo para Lisboa saía às duas da tarde. O avião estava parado longe do terminal, e os passageiros subiam por uma escada encostada na porta de trás, debaixo de um sol de rachar.

Ler a história completa Recolher a história 6 min de leitura

No meio da fila estava a Joana. Trinta e oito anos, cabelo cacheado preso num coque baixo, camiseta branca, calça jeans desbotada, tênis de lona já encardido e uma mochila cinza velha nas costas. Subiu a escada sem pressa, cumprimentou a comissária com um aceno e começou a atravessar o avião pelo corredor, da econômica até lá na frente.

Quando chegou na classe executiva, as poltronas mudaram: couro creme, mesinha de madeira, abajur aceso, taça de espumante servida antes da decolagem. Na fileira do meio estava o Otávio, um empresário de quarenta e seis anos, camisa de linho aberta no peito, relógio de ouro no pulso e óculos escuros em cima da cabeça. Do lado dele, na janela, a Bia, amiga de longa data, de blusa de seda e argola de ouro.

O Otávio olhou a Joana dos pés à cabeça. Demorou no tênis.

“Ô, moça! Econômica é lá no fundo. Não sabe ler, não?”

A Joana parou ao lado da fileira e olhou para ele. Não respondeu. Ele deu dois tapinhas no braço de couro da poltrona, como quem apresenta um carro. “Essa poltrona aqui custa mais que o seu salário do ano.”

A Bia prendeu o riso. Dois passageiros mais atrás levantaram os olhos do celular e voltaram a abaixar. Ninguém disse nada.

A Joana inclinou a cabeça, quase sorrindo. “Vai pra Lisboa, né?”

“Vou. E você só vai se for limpando o banheiro.”

Dessa vez a Bia não aguentou. Tapou a boca com a mão e riu, com os ombros tremendo. O Otávio olhou para ela, satisfeito, como quem acabou de contar a melhor piada do dia.

“Tem certeza que vai decolar?”, perguntou a Joana, calma.

“Absoluta.”

Ele empurrou a alça da mochila dela com as costas da mão, com nojo, e esticou o braço apontando para o fundo. “Agora pega essa mochila fedida e vai pro fundo!”

A Joana não discutiu. Deu as costas e começou a andar. Só que não foi para o fundo. Foi para a frente. No meio do corredor, tirou a mochila de um ombro, abriu o zíper e puxou lá de dentro um quepe branco de aba preta, com asas douradas bordadas na frente. Colocou na cabeça e ajeitou a aba. O Otávio e a Bia ainda estavam rindo. Não viram nada.

Parte 2: a revelação

Dez minutos depois, a Joana voltou pelo mesmo corredor. Agora estava de camisa branca com quatro listras douradas em cada ombro, gravata preta, asas de metal no peito e o quepe na cabeça. Parou ao lado da fileira do Otávio, no mesmo lugar de antes. A Lívia, chefe de cabine, veio logo atrás.

“Comandante, a cabine tá pronta pra senhora.”

O Otávio estava levando a taça à boca. A mão parou no ar. “Peraí… é você que vai pilotar?”

A Bia virou o rosto para ele, séria pela primeira vez na tarde, e falou baixo, entre os dentes: “Otávio… cê chamou a comandante de faxineira.”

Ele se levantou pela metade da poltrona, com um sorriso amarelo e as duas mãos juntas na frente do peito. “Comandante, foi brincadeira… me desculpa, tá?”

A Joana ajeitou a aba do quepe. Não levantou a voz. “Minha mãe limpou banheiro de aeroporto por vinte anos.” Depois se inclinou um pouco na direção dele, quase gentil. “Aperta o cinto, senhor. Quem te leva pra Lisboa sou eu.”

E seguiu para a cabine de comando.

Por que ela estava de mochila

A Joana estava de folga naquele dia. O comandante escalado para o voo passou mal de madrugada, e a companhia ligou para ela às cinco da manhã. Não deu tempo de nada. Ela enfiou o uniforme na mochila, pegou um carro de aplicativo e correu para o aeroporto.

Quando chegou, o embarque já tinha começado. O avião estava numa posição remota, longe das pontes, e a única escada encostada era a de trás. Ela subiu junto com os passageiros e precisava atravessar o avião inteiro até a cabine para se trocar. Foi no meio do caminho que ouviu o Otávio.

A palavra que não ofendia

O que o Otávio não sabia é que a palavra “faxineira” não ofendia a Joana. A mãe dela, a Dona Neide, limpou banheiro de aeroporto por vinte anos. Pegava dois ônibus antes do sol nascer e voltava para casa depois das dez da noite. Nas férias da escola, sem ter com quem deixar a filha, levava a menina junto. A Joana passava o dia sentada num banquinho ao lado do carrinho de limpeza, vendo os aviões decolarem pelo vidro.

Um dia, um piloto passou por ali e viu a menina desenhando um avião num guardanapo. Parou, olhou o desenho e disse: “Um dia você vai sentar lá na frente.” Ela nunca esqueceu.

Doze anos

Não foi rápido. Foram doze anos de luta: emprego de atendente de dia, estudo de madrugada, aula de voo paga em parcelas que às vezes atrasavam. A Dona Neide fazia hora extra para ajudar a pagar as horas de voo. A Joana foi a primeira da família a entrar numa faculdade e a primeira a ter uma carteira de piloto.

Começou voando avião pequeno no interior, levando malote e passageiro de fazenda. Depois veio a companhia aérea, o cargo de copiloto e, por fim, as quatro listras de comandante. Quando a Joana fez o primeiro voo como comandante, a Dona Neide estava sentada na fileira 3. Chorou da decolagem até o pouso.

As dez horas até Lisboa

O voo durou dez horas. O Otávio não pediu nem mais uma taça de espumante. Passou a viagem quieto, olhando pela janela por cima do ombro da Bia, que também não puxou assunto. Quando o avião pousou em Lisboa, tão macio que quase não se sentiu o toque das rodas, os passageiros aplaudiram. O Otávio também aplaudiu, de cabeça baixa.

Na porta do avião

Na saída, como faz em todo voo, a Joana ficou na porta da frente se despedindo de cada passageiro. Quando chegou a vez do Otávio, ele parou na frente dela sem conseguir olhar nos olhos. “Obrigado, comandante.”

Ela sorriu. “Agradece também a moça que limpou esse avião pra você.”

Ele balançou a cabeça e desceu a escada. A Bia, que vinha logo atrás, apertou a mão da Joana e disse só: “Desculpa por ter rido.” A Joana respondeu que estava tudo bem. Naquela noite, mandou uma foto para a mãe: o quepe em cima da mesa do hotel, com Lisboa iluminada pela janela ao fundo. A Dona Neide respondeu com um coração e um “orgulho”.

A lição

Ninguém sabe o caminho que o outro fez para chegar onde está. E o jeito que você trata quem você acha que é pequeno diz exatamente quem você é.

E você?

Já foi julgado pela roupa que estava usando? Conta nos comentários.

Do carrinho de limpeza à cabine: como realizar um sonho caro na vida real

A Joana levou doze anos e contou com a ajuda da mãe para pagar as horas de voo. Fora da ficção, quem sonha com uma carreira que exige curso caro também precisa de planejamento.

Como se tornar piloto de avião

No Brasil, o caminho passa por formação em aeroclube ou escola de aviação, horas de voo e habilitações exigidas pela Anac, e quase sempre por um curso superior ou técnico na área. É um investimento alto, que costuma ser pago em parcelas ao longo de anos. Pesquise escolas credenciadas, compare preços e confira a regularização antes de matricular.

Financiamento de curso e empréstimo: compare antes de assinar

Para pagar um curso, muita gente recorre a financiamento estudantil, empréstimo pessoal ou parcelamento direto com a escola. Compare o Custo Efetivo Total (CET) de cada opção, e não só o valor da parcela, e evite o cartão de crédito e o cheque especial. Entenda como funcionam os juros do cartão de crédito e veja como negociar dívidas com bancos e lojas se uma parcela atrasar.

Organize o orçamento para estudar

Trabalhar de dia e estudar de madrugada, como a Joana, exige disciplina com o tempo e com o dinheiro. Separe um valor fixo todo mês para o curso: veja como fazer um orçamento familiar e como montar uma reserva de emergência. Para organizar as horas, o cronograma de estudos para concursos federais serve de modelo.

Viajar de avião gastando menos

Quem quer voar como passageiro pode economizar comprando a passagem aérea com antecedência, comparando datas e aeroportos e acompanhando promoções. Classe executiva e programas de milhas costumam compensar só para quem viaja com frequência.

Se você está atrás da primeira oportunidade, leia também como conseguir o primeiro emprego rápido.

Aplicativos para assistir novelas no celular

Se você gostou de Comandante de Mochila, dá para acompanhar novelas completas e novelas curtas direto no celular. Veja os aplicativos de novela mais usados no Brasil e o que cada um oferece antes de baixar.

Apps das emissoras de TV

  • Globoplay: o aplicativo da Globo reúne as novelas que estão no ar e um acervo de novelas antigas. Parte do conteúdo é liberada com um cadastro gratuito; o catálogo completo exige assinatura.
  • PlayPlus: o app da Record, com as novelas da emissora, incluindo as bíblicas. Tem conteúdo gratuito e planos pagos.
  • +SBT: o aplicativo de streaming do SBT, com novelas e programas da emissora.
  • Band Play: o app da Band, com a programação da emissora e novelas exibidas no canal.

Apps de novelas curtas e minisséries verticais

Histórias como Comandante de Mochila, com capítulos curtos gravados para a tela do celular, fazem sucesso em aplicativos de novela curta, como ReelShort, DramaBox, ShortMax e GoodShort. Os apps são gratuitos para baixar, e os episódios são liberados com moedas, assinatura ou assistindo a anúncios. Muitas séries têm versão dublada ou legendada em português.

Streaming por assinatura

Netflix e Prime Video têm novelas brasileiras, mexicanas, turcas e coreanas (os doramas). Os dois permitem baixar episódios no Wi-Fi para assistir depois sem usar o plano de dados.

Dicas para ver novela no celular sem gastar muito

  • Baixe os aplicativos só pela Play Store ou pela App Store.
  • Desconfie de apps que prometem novela paga de graça: costumam ser pirataria e podem roubar dados do celular.
  • Se não estiver no Wi-Fi, diminua a qualidade do vídeo nas configurações do app para gastar menos internet.

Perguntas frequentes

Qual o melhor aplicativo para ver novela grátis?

Os apps das emissoras, como Globoplay, PlayPlus, +SBT e Band Play, liberam parte das novelas sem pagar. Nos aplicativos de novela curta, os primeiros episódios costumam ser gratuitos.

Dá para assistir novela no celular sem internet?

Sim, nos aplicativos que permitem baixar episódios, como Netflix, Prime Video e Globoplay para assinantes. Baixe no Wi-Fi e assista depois, mesmo sem sinal.

Onde assistir Comandante de Mochila?

Aqui mesmo, no Portal Beneficio. As novas partes são publicadas na editoria Novelas, com o vídeo e o resumo da história.

Comandante de Mochila é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e o vídeo foram criados com inteligência artificial.