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A vitrine amanheceu vazia e o açougueiro entendeu quem era o velho

Parte 2 de 2 Vídeo de 2:14

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Seu Tião, 72 anos, entra de chapéu de palha e bota de barro no empório mais chique da cidade para comprar picanha, e o açougueiro ri da roupa dele e joga um saquinho de pé de galinha no vidro.

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A história completa

Na manhã seguinte, o empório mais chique de Goiânia abriu as portas como sempre. Só que a vitrine refrigerada, aquela que vivia lotada de picanha vermelhinha, maminha e costela, amanheceu vazia. No meio dela, sozinha, uma única bandeja de isopor com um punhado de pé de galinha cru.

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Kauã chegou atrasado, viu a vitrine e ficou branco. O gerente, Fábio, já estava parado atrás dele, de braços cruzados, com o telefone na mão.

— Pede desculpa pro seu Tião. Agora.

Kauã olhou para o chão. A camisa já estava suada embaixo do braço, mesmo com o ar-condicionado gelado. Foi nessa hora que a caminhonete velha, suja de barro, encostou devagar na frente da loja. Seu Tião desceu do mesmo jeito da véspera: chapéu de palha, camisa de flanela desbotada, bota com barro seco na sola. Entrou sem pressa.

O rapaz engoliu em seco e foi até ele, de cabeça baixa.

— Desculpa, seu Tião. Eu achei que o senhor era um mendigo.

O velho não respondeu nada sobre isso. Só apontou, calmo, para a vitrine vazia, como quem repetia um pedido antigo.

— Me vê um quilo de picanha, por favor.

Kauã olhou para a bandeja de pé de galinha no meio do vidro. Olhou para o freezer vazio dos fundos. Não tinha mais um grama de carne na loja inteira.

— Acabou a carne, senhor. Só sobrou isso aí.

Seu Tião pegou o saquinho de pé de galinha que o moleque tinha jogado no vidro no dia anterior, o mesmo, e empurrou de volta pelo balcão, devagar, até parar na frente dele. A voz saiu baixa, sem raiva nenhuma.

— Então leva esse pé de galinha. Hoje é o que dá pra você.

Quem era o velho de bota suja

Seu Tião deixou o saquinho no balcão e saiu do mesmo jeito que entrou: sem levantar a voz. Mas pra entender essa história, você precisa saber quem é esse velho.

Esse velho de bota suja de barro começou a vida aos doze anos, descalço, tocando boi dos outros no chão de terra de Goiás. Juntou cada centavo. Cada moeda. Aos quarenta anos comprou o primeiro pedacinho de terra. Hoje o Seu Tião tem duas fazendas de gado nelore e é sócio do frigorífico que abate o boi dele.

A carne daquele empório chique saía toda da mão dele. Mas ele nunca mudou o jeito. Chapéu de palha, camisa de flanela, bota de barro e a mesma caminhonete velha há vinte anos.

A picanha do aniversário do neto

Naquela manhã ele levantou às quatro pra comprar picanha pro aniversário de dez anos do neto. Parou no empório mais caro da cidade sem saber que era cliente dele mesmo. Ninguém ali conhecia o rosto do dono. Pra todo mundo, ele era só um velho mal vestido.

O Kauã olhou a roupa, riu e jogou o pé de galinha no vidro como quem joga comida pra cachorro.

Da calçada, ao lado da caminhonete, o velho fez uma ligação só. Do outro lado, o gerente do frigorífico ouviu a ordem e entendeu na hora o tamanho do estrago:

— Nilson? Segura a carne desse mercado. O moleque me tratou feito mendigo. Corta tudo.

No dia seguinte, a vitrine do empório amanheceu vazia, e os clientes que o Kauã tinha medo de espantar foram embora sem carne.

O papel com o endereço da fazenda

Ele voltou, ouviu o pedido de desculpa e devolveu o pé de galinha. O Fábio demitiu o Kauã na hora.

Mas, antes de sair, o Seu Tião deixou um papel em cima do balcão, com o endereço da fazenda escrito à mão.

Na segunda-feira, às cinco da manhã, o Kauã estava no curral, de bota emprestada, aprendendo de onde vem a carne que ele cortava. O velho não deu o emprego de volta. Deu uma coisa mais difícil: um lugar pra começar de novo, do chão de terra, do mesmo jeito que ele tinha começado.

Não meça ninguém pela roupa, porque você não sabe de onde vem a carne que você corta.

E você? O Seu Tião fez certo em dar uma segunda chance pro rapaz no curral? Conta aqui embaixo.

Uma página só, mostrando a Parte 2, com as cinco falas exatas do roteiro como diálogo e a fala da ligação (“Nilson? Segura a carne…”) recuperada da Parte 1 para fechar o passado. Como é a última página, ela termina na moral, na pergunta em negrito e no aviso em itálico — sem botão de continuação. Quer que eu salve num arquivo (.md) na pasta da série?

Nunca é tarde para recomeçar

Seu Tião começou aos doze anos tocando boi dos outros e chegou a dono de fazenda. A vida real também dá voltas, e dá para começar de novo em qualquer idade.

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Se você gostou de O Velho da Picanha, dá para acompanhar novelas completas e novelas curtas direto no celular. Veja os aplicativos de novela mais usados no Brasil e o que cada um oferece antes de baixar.

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Netflix e Prime Video têm novelas brasileiras, mexicanas, turcas e coreanas (os doramas). Os dois permitem baixar episódios no Wi-Fi para assistir depois sem usar o plano de dados.

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Perguntas frequentes

Qual o melhor aplicativo para ver novela grátis?

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Dá para assistir novela no celular sem internet?

Sim, nos aplicativos que permitem baixar episódios, como Netflix, Prime Video e Globoplay para assinantes. Baixe no Wi-Fi e assista depois, mesmo sem sinal.

Onde assistir O Velho da Picanha?

Aqui mesmo, no Portal Beneficio. As novas partes são publicadas na editoria Novelas, com o vídeo e o resumo da história.

Esta é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e os vídeos foram criados com inteligência artificial.