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Sócia de Bandeja – Parte 2: a assinatura que faltava na venda de 200 milhões

Parte 2 de 2 Vídeo de 2:37

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Na festa da venda de 200 milhões, o empresário manda a sogra garçonete comer na cozinha e joga uma gorjeta de 50 reais na bandeja dela. Mas faltava uma assinatura antes da meia-noite.

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A história completa

Era sábado à noite, e o salão de gala do hotel cinco estrelas, em São Paulo, brilhava de lustre, cristal e champanhe. O Eduardo Alves, de 40 anos, comemorava a maior noite da vida dele: a empresa que ele fundou ia ser vendida por 200 milhões de reais. A assinatura com o comprador estava marcada para a meia-noite, ali mesmo, no salão.

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Na mesa principal, ao lado dele, estava a esposa, a Camila, de 32 anos, num vestido de paetê que refletia a luz dos lustres.

Entre os garçons que serviam as mesas havia uma senhora de 58 anos, de uniforme preto e avental branco, com a bandeja equilibrada na mão. Era a Dona Neide, garçonete havia trinta anos. Ninguém naquele salão sabia quem ela era, a não ser duas pessoas.

Quando ela chegou à mesa principal para servir, a Camila arregalou os olhos. Levantou meio sem jeito e segurou o braço dela.

— Mãe? Senta aqui comigo, por favor.

As conversas em volta pararam. O Eduardo nem olhou para a sogra. Ajeitou o paletó e falou alto, para a mesa inteira ouvir:

— Sua mãe come na cozinha. Essa mesa é de sócio.

Depois tirou uma nota de 50 reais da carteira e jogou na bandeja dela, como quem dá gorjeta a um desconhecido.

A Dona Neide olhou para a nota. Não chorou nem respondeu à altura. Só apertou a bandeja com as duas mãos.

— Pode deixar, filha. Eu sei o meu lugar.

Mas a Camila não soltou o braço da mãe.

— Minha mãe vai ficar aqui comigo.

O Eduardo encostou na cadeira e cruzou os braços, frio.

— Então escolhe: sua mãe ou o meu dinheiro.

A Camila não disse nada. Tirou a aliança do dedo e soltou dentro da taça de vinho dele. O anel afundou devagar no vinho tinto, e o salão inteiro viu.

A Dona Neide pegou a nota de 50 da bandeja, segurou entre os dedos e falou baixinho, com uma calma que dava medo:

— Por essa gorjeta, ele vai perder duzentos milhões. De joelhos, na cozinha.

O Eduardo riu. Achou que era conversa de sogra magoada. Mas faltava pouco para a meia-noite.

A assinatura que faltava

Os papéis já estavam na mesa quando a Helena, advogada do comprador, chegou com uma pasta de couro. Conferiu folha por folha, parou na última e levantou os olhos para o Eduardo.

— Eduardo, falta a assinatura da sócia, Dona Neide.

O sorriso dele sumiu. A Camila olhou para o marido, depois para a mãe, que estava parada a dois passos da mesa, ainda de avental.

— Mãe… você é sócia do Eduardo?

A Dona Neide pousou a bandeja na mesa, devagar.

— Foi a minha gorjeta que abriu a empresa dele.

Ninguém respirava. A Dona Neide deu as costas e foi para onde o genro tinha mandado: a cozinha. O Eduardo correu atrás dela, passou pelas portas de vaivém e, na frente dos cozinheiros e dos garçons, caiu de joelhos no chão molhado.

— Dona Neide, pelo amor de Deus. Assina, por favor.

Ela olhou para ele lá de cima, com a nota de 50 ainda no bolso do avental.

— Aqui é o meu lugar, lembra? Aqui eu não assino.

A Helena, que tinha ido atrás, fechou a pasta de couro.

— Sem a Dona Neide, não tem venda. Boa noite.

O jantar na cozinha

A Dona Neide não assinou nada naquela noite. Jantou sentada na cozinha, junto dos colegas de trinta anos de bandeja. E, pela primeira vez, quem serviu o prato dela foi a filha.

A Camila, de vestido de paetê, encheu o prato da mãe, puxou um banquinho e sentou ao lado dela. As duas comeram em silêncio. Não precisavam dizer nada.

O pote de vidro em cima da geladeira

Dez anos antes, o Eduardo estava quebrado. Banco nenhum emprestava dinheiro para ele. Tinha uma ideia, tinha pressa e não tinha um centavo.

Foi a sogra que subiu numa cadeira, desceu de cima da geladeira o pote de vidro das gorjetas e ainda sacou o fundo de garantia. Sessenta mil reais. Era tudo o que ela tinha juntado servindo mesa em festa de rico, moeda por moeda, nota por nota.

Mas a Dona Neide não era boba. Só entregou o dinheiro com o nome dela no contrato da empresa. Vinte por cento.

O segredo

O Eduardo pediu uma coisa só: que a Camila nunca soubesse. Tinha vergonha de ter começado a vida com o dinheiro da sogra garçonete.

E a Dona Neide guardou o segredo, pela filha. Não queria que o casamento dela começasse com o marido diminuído.

A empresa cresceu. Veio o prédio, veio o carro importado, vieram as festas em hotel. Mas todo fim de ano ele repetia a mesma frase:

— A empresa não deu lucro, sogra.

E ela continuou servindo mesa.

A carta

Até que chegou na casa dela uma carta dos advogados do comprador. A empresa ia ser vendida por duzentos milhões de reais, e a venda precisava da assinatura de todos os sócios.

Junto com a carta veio outro papel, preparado pelo Eduardo. Ele devolvia os sessenta mil reais e passava os vinte por cento dela para o nome dele. Os sessenta mil da sogra iam virar quarenta milhões no bolso do genro.

A Dona Neide não foi convidada para a festa. Então pediu ao maître do bufê para trabalhar justo naquela noite. Queria ver com os próprios olhos se o genro ia contar a verdade.

Ele não contou. Mandou a sogra comer na cozinha e jogou uma nota de cinquenta na bandeja dela.

Um mês depois

A venda saiu, mas do jeito certo. O comprador pagou os quarenta milhões da Dona Neide direto na conta dela, sem passar pela mão do Eduardo.

A Camila pediu o divórcio, com a metade que a lei dava a ela. A aliança ficou para trás, no fundo daquela taça de vinho.

E a Dona Neide fez uma coisa que ninguém esperava. Com o dinheiro, comprou o bufê onde trabalhou a vida inteira. Lá, desde o primeiro dia, garçom janta sentado na mesa principal.

A nota de cinquenta ela guardou. Está num quadro, na parede da cozinha do bufê, onde todo funcionário novo passa e pergunta o que é. Ela sempre conta a história.

Quem despreza a mão que serve esquece quem colocou comida na mesa dele.

E você? Já viu alguém ter vergonha da própria família? Conta aqui nos comentários.

Emprestou dinheiro para abrir uma empresa? Proteja a sua parte

A Dona Neide só entregou os 60 mil com o nome dela no contrato. Foi isso que salvou a parte dela. Na vida real, dinheiro emprestado de boca é o que mais vira briga na família.

Ponha tudo no papel

Se você entrar com dinheiro como sócio, o seu nome e a sua parte precisam estar no contrato social da empresa. O contrato é registrado na Junta Comercial do estado. Se for só um empréstimo, faça um contrato de empréstimo assinado, com valor e prazo.

Sócio pode pedir as contas

O Código Civil garante ao sócio o direito de examinar os livros e os documentos da empresa. Se alguém diz todo ano que a empresa não deu lucro, você pode pedir para ver os números.

Nunca assine sem entender

Papel de venda, de transferência de cotas ou de saída da sociedade pode tirar a sua parte para sempre. Antes de assinar, leve para um advogado ler. Quem não pode pagar pode procurar a Defensoria Pública ou o núcleo de prática jurídica de uma faculdade de Direito.

Confira quem são os sócios

A Junta Comercial emite uma certidão com os sócios de uma empresa. Pedir esse documento é um jeito simples de saber se o seu nome continua lá.

Aplicativos para assistir novelas no celular

Se você gostou de Sócia de Bandeja, dá para acompanhar novelas completas e novelas curtas direto no celular. Veja os aplicativos de novela mais usados no Brasil e o que cada um oferece antes de baixar.

Apps das emissoras de TV

  • Globoplay: o aplicativo da Globo reúne as novelas que estão no ar e um acervo de novelas antigas. Parte do conteúdo é liberada com um cadastro gratuito; o catálogo completo exige assinatura.
  • PlayPlus: o app da Record, com as novelas da emissora, incluindo as bíblicas. Tem conteúdo gratuito e planos pagos.
  • +SBT: o aplicativo de streaming do SBT, com novelas e programas da emissora.
  • Band Play: o app da Band, com a programação da emissora e novelas exibidas no canal.

Apps de novelas curtas e minisséries verticais

Histórias como Sócia de Bandeja, com capítulos curtos gravados para a tela do celular, fazem sucesso em aplicativos de novela curta, como ReelShort, DramaBox, ShortMax e GoodShort. Os apps são gratuitos para baixar, e os episódios são liberados com moedas, assinatura ou assistindo a anúncios. Muitas séries têm versão dublada ou legendada em português.

Streaming por assinatura

Netflix e Prime Video têm novelas brasileiras, mexicanas, turcas e coreanas (os doramas). Os dois permitem baixar episódios no Wi-Fi para assistir depois sem usar o plano de dados.

Dicas para ver novela no celular sem gastar muito

  • Baixe os aplicativos só pela Play Store ou pela App Store.
  • Desconfie de apps que prometem novela paga de graça: costumam ser pirataria e podem roubar dados do celular.
  • Se não estiver no Wi-Fi, diminua a qualidade do vídeo nas configurações do app para gastar menos internet.

Perguntas frequentes

Qual o melhor aplicativo para ver novela grátis?

Os apps das emissoras, como Globoplay, PlayPlus, +SBT e Band Play, liberam parte das novelas sem pagar. Nos aplicativos de novela curta, os primeiros episódios costumam ser gratuitos.

Dá para assistir novela no celular sem internet?

Sim, nos aplicativos que permitem baixar episódios, como Netflix, Prime Video e Globoplay para assinantes. Baixe no Wi-Fi e assista depois, mesmo sem sinal.

Onde assistir Sócia de Bandeja?

Aqui mesmo, no Portal Beneficio. As novas partes são publicadas na editoria Novelas, com o vídeo e o resumo da história.

Esta é uma obra de ficção. Personagens, lugares e situações são fictícios, e as imagens e os vídeos foram criados com inteligência artificial.